Custo de mão de obra aproximado por tipo de instalação, conforme exemplos e comentários. Eletricista 24h . Parceria para reforma na área civil em pintura, hidráulica e alvenaria. Empreitada global e parcial. Fornecimento de mão de obra complementar. Valores especiais para empreiteiros. Eletricista de obra. Eletricista instalador. Eletricista residencial. Eletricista força e controle. Eletricista comercial. Entrada de energia. Geradores.
VALORES ESPECIAIS PARA CONSTRUTORAS, ENGENHEIROS E ARQUITETOS
Preparação de iluminação para receber forro ou sanca:
R$ 30,00 por ponto ( adequação fiação ) .
15 de março de 2015
FUGA DE CORRENTE - VILÃO DA CONTA DE LUZ
Quantas vezes os clientes aparecem preocupados, e as vezes desesperados, porque sua conta de luz saltou dos R$150 para R$600. Ai eles chamam a Eletropaulo pra ver se houve algum engano e não houve, foi consumo mesmo.
Mas que tipo de consumo eleva uma conta de luz em quase 400%.
Na grande maioria das vezes é fuga de corrente para terra.
Para saber se é problema de leitura vc deve olhar no seu relógio a medição atual e comparar com a que está na conta.
Nesse caso temos a leitura de 61387 KWh, certamente o número visualizado será maior que a leitura anterior. Caso haja diferença, for menor, algum dígito foi marcado como sendo acima do correto.
Por exemplo 62487 KWh seria uma leitura irreal mas possível a olhos desatentos. Mas seriam também 1100KWh a mais do que deveria, o que daria uma paulada no bolso do consumidor.
Vou citar dois casos bem específicos para exemplificar.
Num deles, em um predinho comercial um dos inquilinos sedia energia ao proprietário que tinha uma pequena vidraçaria no subsolo. Depois de identificado que o consumo irregular vinha de lá foi necessário encontrar a fonte do problema. A corrente oscilava indo de 10A á 20A e depois á 50A, dai descia novamente e variava aleatoriamente.
Lá só haviam 3 lampadas e duas tomadas. Verificando caso a caso cheguei em uma dos plafons que foi instalado recentemente.
Quando me apoiei no teto para verificar estava quente. Quanto mais perto do plafon mais quente. Medi com o multímetro e eis o vilão.
Ao fixar o plafonier foi utilizado um parafuso muito grande que perfurou a fiação e estabeleceu uma conexão com a caixinha de metal causando a fuga para terra. Como não era um terra perfeito ia dispersando a corrente que era convertida em calor na laje úmida.
Em outro caso, bem recente. De um mês para o outro a conta de luz do cliente saltou dos seus R$120 para R$580. Chamaram a Eletropaulo que identificou que havia uma fuga de corrente dentro da casa.
Muitas vezes acontece um erro de leitura e pagamos por uma medição irreal de consumo, no mês seguinte somos ressarcidos , mas quando não é o caso fica complicado.
Constatado que era um problema interno fomos chamados para resolver o problema. Após alguns
testes foi verificado que vinha do circuito do chuveiro.
Na ocasião em que o chuveiro foi instalado o fio terra ao ser conectado ficou com as pontas para fora do terminal entrando em contato com uma das fases.
Um fato interessante desse defeito é que a corrente fuga tinha era fixa de 6,3A. Comumente ela oscila já que flui por um meio he
terogênio.
Provavelmente aquele terra não estava vinculado á entrada nem ao terra de carcaça pois teria dado curto ou uma queda de tensão considerável a ponto de oscilar a iluminação. Imagino que estava em uma única haste que não tinha boa resistência á terra.
Como nosso chamado era para atender o caso da fuga de corrente ficou a sugestão para corrigir o aterramento.
O valor para identificar esse tipo de falha varia muito. Para clientes residenciais costuma ficar entre R$100 e R$150, mas identificar a falha é o primeiro passo. Corrigir o problema nem sempre é fácil, dai pode variar muito o preço.
Houve um caso em que o cliente me chamou, achei o problema, e quando falei o que tinha que ser feito para resolver o problema ele me falou que não tinha dinheiro nem pra minha visita.
Ok, tinha crianças, idosos, mas não dava pra resolver o problema de fato sem remuneração e sem recursos pois haveria quebradeira e infra estrutura.
A tubulação de entrada estava enferrujada ao ponto de travar os fios e deteriorar a capa dos mesmos. Descia água pelo tubo.
Pra evitar um desconforto maior, peguei a mangueira do chuveiro, cortei em três pedaços, enfiei um em cada fase e neutro e deixei ligado. Falei que era urgente fazer esse trabalho de adequação.
Deve estar assim até hj pois não me chamaram pra resolver...
Bom, depois vou falar especificamente sobre como proceder num teste de fuga de corrente.
Adequação de instalação elétrica existente: como calcular por pontos de intervenção
Um apartamento recém-entregue, uma casa que receberá uma pequena reforma ou um imóvel que terá novo forro, marcenaria e iluminação nem sempre precisa de uma instalação elétrica inteiramente nova. Muitas vezes, a maior parte da instalação pode ser preservada e somente alguns pontos precisam ser acrescentados, deslocados ou adaptados.
Resposta rápida: adequação é uma intervenção localizada em uma instalação que continuará majoritariamente em uso. O preço pode ser composto por pontos repetitivos, desde que o layout seja conhecido e as condições da infraestrutura existente permitam a execução. Diagnóstico, defeitos ocultos e reforma completa seguem outras formas de cobrança.
Esta postagem apresenta referências de mão de obra para serviços planejados e agrupados na mesma obra. Os valores não incluem materiais e não substituem a vistoria.
Exemplo didático da divisão do imóvel em setores para levantar as alterações antes da execução.
Quando esta modalidade é adequada
Ela é apropriada quando o imóvel já possui quadro, circuitos, eletrodutos, caixas e parte da fiação, mas o novo uso exige alterações como:
derivar novos pontos de iluminação para forro, sanca ou marcenaria;
acrescentar ou deslocar tomadas e interruptores;
criar novos retornos e comandos;
preparar alimentação para forno, cooktop ou outro equipamento;
acrescentar circuito e disjuntor quando a infraestrutura permitir;
adequar, nivelar ou reposicionar caixinhas;
fazer pequenos ajustes no quadro elétrico.
São frequentes dois cenários: o apartamento novo entregue pela construtora que será personalizado antes da mudança e a pequena reforma de uma residência já utilizada.
Não confundir adequação com reparo. Quando os fios não estão identificados, há desarmes, aquecimento, fuga de corrente ou não se sabe de onde vêm os condutores, o trabalho começa por diagnóstico. Nesse caso, a tabela por ponto não deve limitar o tempo necessário para localizar o problema.
O que é um ponto de intervenção
Nesta metodologia, o ponto não representa uma instalação completa. Ele representa uma alteração repetitiva e previamente identificada dentro de uma instalação existente.
Intervenção
Como medir
Referência de mão de obra
Novo ponto de iluminação derivado
Derivação, fiação e infraestrutura simples; luminária à parte
R$ 60 a R$ 90
Novo ponto derivado para tomada ou outra utilização
Derivação e fiação; caixinha e acessório entram separadamente quando necessários
R$ 60 a R$ 90
Novo retorno ou trecho adicional de comando
Por trecho, com condutores identificados; ponto de comando cobrado separadamente
R$ 35 a R$ 60
Novo circuito dedicado
Ponto + circuito/disjuntor, conforme trajeto
R$ 180 a R$ 300
Adequação de caixinha
Por local de intervenção
R$ 60 a R$ 120
Rasgo em parede
Um ponto a cada 2 m ou fração
R$ 90 a R$ 140
Ajuste simples no quadro
Por disjuntor ou intervenção definida
R$ 120 a R$ 250
Fiação não identificada ou defeito
Visita e diagnóstico
R$ 180 a R$ 250; horas adicionais à parte
Referências atualizadas em setembro de 2026 para serviços residenciais em São Paulo. Quantidade, acesso, distância, ocupação do imóvel, padrão dos materiais, estacionamento e condições encontradas podem alterar o preço. Serviços pequenos e isolados respeitam o valor mínimo do atendimento.
Por que o ponto derivado custa menos que o ponto de obra completa?
Na obra completa, o valor por ponto é uma unidade média que ajuda a distribuir o trabalho com quadro, circuitos, infraestrutura, fiação, comandos, proteções e acabamento elétrico. Na adequação, a alimentação principal e parte da instalação já existem. O serviço começa em um ponto conhecido e cria apenas uma extensão ou nova função.
Mesmo assim, a derivação não é apenas “puxar um fio”. Em obras com forro pode ser necessário executar uma infraestrutura adicional simples: furar e fixar no teto, sustentar os eletrodutos, instalar caixas de passagem nos locais de derivação e distribuir os condutores até os novos pontos. É um trabalho tecnicamente simples, mas que consome tempo conforme aumentam as distâncias e a quantidade de setores.
A faixa de R$ 60 a R$ 90 pressupõe repetição e produtividade. Ela funciona melhor quando vários pontos são executados na mesma obra, com layout definido e infraestrutura previsível. Pontos muito afastados, trajetos difíceis, laje de difícil perfuração ou muitas derivações isoladas precisam de ajuste após o levantamento.
Evite a dupla cobrança: se o preço do ponto derivado já inclui passagem, conexão e montagem do acessório dentro do escopo previsto, esses itens não devem ser somados novamente. Acrescentam-se apenas trabalhos diferentes, como novo circuito, caixinha, rasgo, quadro ou dificuldade não prevista.
Iluminação para forro e sanca de gesso
O projeto deve indicar os setores, comandos e pontos de alimentação. A instalação pode aproveitar circuitos existentes quando isso for tecnicamente possível, mas a capacidade, a proteção e a condição dos condutores precisam ser verificadas.
Preparação dos condutores para receber a nova configuração de iluminação.
Dois ou três spots próximos e comandados juntos podem formar um conjunto funcional, mas isso não é uma regra automática. Devem ser observados distância, derivações, quantidade de furos, acessibilidade e forma de montagem. Perfil de LED, trilho eletrificado, pendente complexo e lustre possuem composição própria.
Resultado do projeto luminotécnico: a instalação elétrica foi adaptada ao novo forro e aos setores de iluminação.
Interruptores paralelos e intermediários
Quando a fiação está identificada e a infraestrutura comporta os novos condutores, acrescentar um paralelo ou intermediário costuma exigir pouco tempo de montagem. Por isso, os condutores adicionais de comando — como os viajantes de um interruptor paralelo — são tratados como trecho de circuito, com referência de R$ 35 a R$ 60. O mecanismo, a caixinha ou o novo ponto de comando são compostos separadamente quando fizerem parte do serviço.
Exemplo: para transformar um comando simples em paralelo, calcula-se o trecho adicional de comando, com valor médio de R$ 50, mais a criação ou adequação da caixinha do segundo interruptor, quando necessária. Também devem ser considerados a substituição do mecanismo simples por um paralelo, o novo mecanismo e os materiais utilizados. Se as caixinhas e a infraestrutura já estiverem prontas, o custo será menor; se houver rasgo, novo eletroduto ou dificuldade para passar os condutores, esses trabalhos serão acrescentados.
Em uma instalação antiga sem identificação, a situação muda: localizar retornos e viajantes pode exigir medições, testes e rastreamento. Isso passa a ser diagnóstico e não deve ser cobrado como simples montagem de acessório.
Comandos agrupados: a contagem deve acompanhar as funções e os retornos previstos, sem transformar cada módulo em um ponto completo.
Caixinhas, alvenaria e acabamento civil
Cada caixinha que precise ser aberta, substituída, reposicionada, nivelada ou fixada pode ser contada como um ponto de intervenção. Quando houver rasgo em parede, considera-se uma unidade a cada 2 metros ou fração. Vários trechos pequenos e espalhados podem exigir composição diferente de um único rasgo contínuo.
Intervenção localizada em caixa e infraestrutura existente.
Acabamento civil não está incluído automaticamente. Fechamento de rasgos, reboco, massa, gesso, pintura, revestimento e correção estética precisam aparecer separadamente no orçamento ou ficar sob responsabilidade de outro profissional.
Quadro, circuitos novos e proteções
Acrescentar um circuito para forno, tomada 220 V ou outro equipamento exige avaliar espaço no quadro, seção dos condutores, caminho disponível, proteção e capacidade da instalação. Um novo circuito não deve ser tratado como uma simples derivação de tomada.
DR, DPS, disjuntores e divisão dos circuitos devem seguir o projeto ou a avaliação técnica aplicável. Reorganização relevante, substituição do quadro, separação de neutros e correção de circuitos misturados são serviços separados.
O quadro deve ser verificado antes de acrescentar circuitos ou cargas.
Calculadora de referência para adequação
Esta calculadora usa valores medianos das faixas acima. Ela serve para uma estimativa inicial de mão de obra, não para dispensar o levantamento técnico.
A calculadora pressupõe: layout definido, circuitos identificados, eletrodutos utilizáveis, caixas acessíveis, serviços reunidos no mesmo atendimento e condições normais de trabalho. Se a instalação estiver ocupada, obstruída ou sem identificação, será necessário ajustar o orçamento.
O que deve constar no orçamento
É recomendável ser redundante sobre o que está e o que não está incluído. O orçamento deve registrar:
planta, croqui ou relação de pontos aprovada pelo cliente;
quantidade e localização das alterações;
quais circuitos serão apenas derivados e quais serão novos;
quem fornecerá materiais e luminárias;
se haverá caixinhas, rasgos e passagem de conduítes;
quem fará gesso, fechamento, massa e pintura;
condição do quadro e das proteções;
exclusão de diagnóstico e correções ocultas não identificadas na vistoria;
prazo, forma de pagamento e condições para alterações solicitadas depois da aprovação.
Exclusões recomendadas
Salvo quando descritos expressamente, não fazem parte da referência: materiais, projeto elétrico ou luminotécnico, recomposição civil, pintura, marcenaria, andaime ou plataforma, trabalho acima da altura normal, mudança completa do quadro, correção de defeitos preexistentes, desobstrução de eletrodutos, separação de circuitos compartilhados e serviços solicitados depois do levantamento.
Dúvidas frequentes
Adequação custa sempre metade de uma instalação nova?
Não. Algumas alterações usam a infraestrutura existente e ganham produtividade; outras exigem investigação, rasgos ou circuitos novos. O correto é compor os itens realmente necessários.
Posso derivar qualquer tomada ou iluminação existente?
Não automaticamente. É preciso verificar circuito, carga, seção dos condutores, proteção, aterramento, trajeto e condições das conexões.
Todo spot é um ponto?
Não necessariamente. Spots próximos, repetitivos e com o mesmo comando podem formar um conjunto funcional. A quantidade, a distância e a montagem devem ser consideradas.
O projeto está incluído?
Não nesta referência. O layout e as definições técnicas devem ser fornecidos ou contratados separadamente com o profissional responsável. O eletricista executa e registra as alterações conforme o escopo aprovado.
Quando devo usar a tabela de obra completa?
Quando toda ou quase toda a instalação será executada, incluindo infraestrutura, fiação, quadro, acessórios e iluminação. Para essa situação, consulte Como cobrar por ponto de luz e instalação elétrica.